Fábulas no pós-moderno

26 08 2013

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R.Smithson.1970

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” Quem matou a ilusão”, ou “Como a borda se Rebelou contra o Centro”. “O homem que violou a Tela” viria depois de “Onde foi parar a Moldura?”. Seria fácil chegar às morais: imagine “O Empaste Evanescente que Escorreu – e Depois Voltou e Ficou Gorduroso”. E como contaríamos a história da pequena Superfície Pictórica que cresceu e se tornou tão malvada? Como ela despejou todo o mundo, inclusive o Pai Perspectiva e a Mãe Espaço, que criaram filhos legítimos tão bacanas e abandonaram apenas esse fruto horrendo de um caso incestuoso, chamado Abstração, que desprezou a todos, entre os quais – mais tarde- suas amigas Metáfora e Ambiguidade; e como a Abstração e a Superfície Pictórica, unha e carne, ficaram enxotando um moleque persistente chamado Colagem, que não desistia nunca. As fábulas dão mais latitude que a história da arte.

Brian O’Doherty, 2007, p. 31- No interior do cubo branco.

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